A madeira não se sustenta sozinha como peça. Ela precisa do melhor acabamento possível para garantir durabilidade e ter um aspecto saudável. Hoje em dia, o mercado dispõe de diversas opções, entre as quais o stain, que vem ganhando espaço pela capacidade de preservar as características naturais do material e facilitar a manutenção.
Sabe aqueles projetos que valorizam uma aparência mais rústica? O stain contribui com eles, pois mantém a textura e os veios originais da madeira.
Conversamos com Wagner Borrejo, especialista químico da Montana Química, que falou sobre a importância do acabamento na madeira, antes de explicar as características e vantagens do stain.
Segundo ele, o primeiro passo é avaliar a exposição da peça. “Em ambientes internos, onde móveis e objetos de decoração não sofrem exposição a sol e chuva, é possível utilizar acabamentos que priorizam o brilho e o realce da cor natural”, explica.
E ele continua o raciocínio dizendo que, para espaços externos, condições como raios UV, variações de umidade e maresia, é preciso utilizar formulações com alta resistência e proteção solar.
Ou seja, a escolha de um produto para o acabamento da madeira vai muito além da estética. O ambiente deve ser levado em consideração, bem como as características naturais do material.
Stain não é verniz
Agora, vamos ao stain. Mesmo porque, certamente você está se perguntando, stain ou verniz, qual usar? Fato é que ambos têm a função de proteger a madeira. No entanto, cada um tem o seu próprio comportamento ante a superfície.
Wagner explica que, diferentemente do verniz (que cria uma película na superfície), o stain penetra nos poros da madeira, por isso, ajuda a manter as características naturais como textura, aspecto e veios. Geralmente, a peça não descasca e a manutenção é simples, com uma nova aplicação após um lixamento leve, sem muito esforço.
Em suma, com a preparação adequada e a escolha de uma formulação compatível com o ambiente de aplicação, o stain pode ajudar a prolongar a vida útil da madeira sem esconder as suas características. Para móveis, elementos decorativos e aplicações externas, tudo isso representa uma combinação interessante entre durabilidade, estética e facilidade de conservação.
A saber, a formulação do stain compreende basicamente resinas, solventes ou água, pigmentos e aditivos. A composição exata, inclusive, indica se o uso do produto deve ser para peças de ambientes internos ou externos. “Enfim, a escolha entre stain e verniz define a aparência final da peça e a frequência de manutenção necessária”, detalha Wagner.
A influência da madeira
Falamos que o ambiente é determinante para a aplicação do stain numa peça. Porém, a espécie da madeira também dita regras aqui, assim como a peça final e a sua estrutura. Nosso especialista pontua que algumas madeiras apresentam mais resinas e extrativos naturais em comparação a outras. E isso tende a migrar para a superfície e provocar manchas ou interferir no processo de secagem do produto para o acabamento.
E ele contribui com alguns exemplos. “Cumaru, Pinus, Peroba, Jatobá, Cedro e Cabreúva”. Ainda segundo Wagner, “nestes casos, o uso de um fundo bloqueador é obrigatório para selar a superfície antes da aplicação final de um produto como o stain”.
Para receber o stain, a madeira deve ser preparada
Tanto para o stain quanto para o verniz, a superfície onde o respectivo produto será aplicado deve ser preparada. “Principalmente as peças novas devem receber produtos com ação preventiva contra as pragas”, explica o químico.
Portanto, o processo de preparação é fundamental para todo profissional da indústria moveleira. O ciclo é simples, porém imprescindível.
“Além disso, realizar uma inspeção regular da superfície permite identificar desgastes ou fissuras precocemente, facilitando reparos pontuais”, finaliza Wagner.
Além do stain, saiba como escolher o acabamento ideal para madeira maciça.