O relatório “Conjuntura de Móveis” de agosto de 2026, elaborado pela ABIMÓVEL (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário), apresenta dados que indicam recuperação em segmentos importantes da indústria moveleira nacional.

A análise contempla indicadores de produção, emprego, remuneração e comércio exterior referentes a junho e julho de 2026. Acompanhe os destaques a seguir.

Produção e consumo apresentam alta

A produção de móveis e colchões atingiu 35,9 milhões de peças em junho de 2026, registrando crescimento de 0,8% em relação a maio. O consumo aparente no mesmo período totalizou 36,6 milhões de peças, com alta de 2,6% na comparação mensal.

Entre os estados produtores, o Rio Grande do Sul se destacou com crescimento de 6% na produção em junho. No acumulado do primeiro semestre, o estado registrou alta de 3,7%, demonstrando recuperação após períodos de retração.

A participação dos produtos importados no consumo aparente foi de 7,4% em junho, mantendo-se em patamar estável em relação aos meses anteriores.

Remuneração dos trabalhadores cresce acima da inflação

O setor moveleiro apresentou evolução nos indicadores de remuneração. A média salarial atingiu R$ 1.924,56 em junho, com crescimento de 0,3% em relação ao mês anterior. No acumulado do primeiro semestre de 2026, a alta foi de 9,8%, e em 12 meses o aumento chegou a 12,6%.

A massa salarial totalizou R$ 385,8 milhões em junho, com crescimento de 9,1% no acumulado do ano e 14,8% em 12 meses. Esses números superam a inflação medida pelo IPCA, que registrou alta de 3,44% no ano e 4,44% em 12 meses até julho de 2026.

Na indústria de transformação como um todo, a massa salarial mensal avançou 0,6% em junho, totalizando R$ 14,04 bilhões. O volume de emprego cresceu 0,3% no mesmo período.

Já a produtividade do trabalho no setor moveleiro cresceu 1,3% em junho na comparação com maio. O indicador mede a relação entre a produção física e o número de trabalhadores empregados, refletindo ganhos de eficiência operacional.

Comércio exterior mantém saldo positivo

A balança comercial de móveis e colchões apresentou saldo positivo de US$ 23,1 milhões em julho de 2026. As exportações totalizaram US$ 61,9 milhões, enquanto as importações somaram US$ 38,9 milhões no período.

Entre os estados exportadores, o Rio Grande do Sul mantém participação de 33,9% no total nacional. O Paraná registrou crescimento de 22% nas exportações em julho, e Santa Catarina apresentou alta de 7,2% no mesmo período.

Os principais destinos das exportações brasileiras de móveis são Estados Unidos (34,2%), Argentina (12,1%) e Uruguai (9,6%), segundo dados acumulados de janeiro a julho de 2026.

Perspectivas para o setor

Os dados do relatório indicam que o setor moveleiro brasileiro apresenta sinais de recuperação em produção e melhora nos indicadores de remuneração dos trabalhadores. A balança comercial positiva e o crescimento da produtividade são aspectos favoráveis para a competitividade da indústria nacional.

Confira a Conjuntura de Móveis de agosto de 2026 na íntegra, e siga acompanhando a ForMóbile Digital para atualizações sobre a indústria moveleira.