ForMóbile Digital conversou com Arthur Mattos, CEO da Waterdesign, sobre a arquitetura wellness. Trata-se de uma abordagem que coloca o bem-estar físico, mental e emocional no centro dos projetos. O conceito parte da ideia de que os ambientes influenciam diretamente a qualidade de vida de quem os utiliza, de modo a impactar fatores como produtividade, sono, humor, concentração e até mesmo a saúde. 

Ou seja, a arquitetura deixa de ser apenas funcional e passa a atuar como uma ferramenta de promoção do bem-estar. Segundo Arthur, de forma personalizada. “Não se trata apenas de inserir uma piscina, uma sauna ou uma sala de massagem em um projeto. Mas de entender o que, de fato, produz conforto, prazer e qualidade de vida para cada pessoa”, detalha. 

Ainda conforme o CEO, a arquitetura wellness ganhou espaço porque conseguiu entrar na rotina e no desejo das famílias. “Muitas passaram a buscar dentro de casa experiências que antes eram associadas a academias, spas, hotéis ou empreendimentos de lazer”. Entre as principais características estão o aproveitamento da iluminação natural, a ventilação cruzada, conexão com elementos naturais, o conforto acústico, a qualidade do ar, etc. 

O objetivo é encontrar soluções que favoreçam o bem-estar, o movimento e a interação humana. Saiba mais sobre o conceito! 

Arquitetura convencional e arquitetura wellness 

É fundamental compreender as respectivas diferenças. A arquitetura convencional tem como propósito resolver o uso, a estética e a funcionalidade de um determinado espaço. 

Já a arquitetura wellness, voltada ao bem-estar, vai além.  “Ela considera a maneira como um ambiente será vivido no dia a dia e quais experiências ele poderá proporcionar ao usuário”, explica Arthur. Ele conta que o foco deixa de ser apenas construir um espaço bonito para criar algo que faça sentido na rotina, nos hábitos e nas preferências pessoais das pessoas. 

Não à toa, o tema tem ganhado muita força nos últimos anos. O especialista destaca que é justamente porque o bem-estar passou a fazer parte das decisões de moradia. “Hoje, muitas pessoas procuram levar para dentro de casa experiências que antes estavam fora dela, como um tanque gelado, um sauna ou hidromassagem e áreas de relaxamento. Há clientes que pedem um tanque gelado no banheiro do apartamento porque já usam esse recurso na academia e sentem o benefício”

Wellness é tendência passageira ou caminho sem volta? 

Ao que tudo indica, a arquitetura wellness é um caminho sem volta, uma vez que o conceito está ligado à forma como as pessoas querem viver os espaços e não apenas admirá-los. E a tendência só aumenta. 

“O wellness deixou de ser apenas um elemento de status e passou a representar experiência, conforto, funcionalidade e personalização. Quando um ambiente é desenhado para gerar prazer de uso e bem-estar real, ele transforma a relação da pessoa com a própria casa, com o hotel ou com o empreendimento.” 

Como os ambientes influenciam na saúde física e mental? 

Estudos indicam que os ambientes influenciam na saúde física e mental dos usuários. De acordo com Arthur, eles podem criar estímulos de relaxamento, recuperação e conforto. “Uma sauna usada no fim do dia, uma hidromassagem com jatos, uma sala de massagem ou uma piscina com sistema avançado de tratamento da água podem transformar a experiência cotidiana”. E o ponto central é sobre o bem-estar ser algo pessoal. 

“O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. Por isso, o projeto precisa partir da rotina e das preferências do cliente”, completa.  

Elementos que mais impactam o bem-estar 

Mais uma vez, os elementos com maior impacto na arquitetura wellness são aqueles condizentes com o perfil de cada indivíduo. Em alguns casos, pode ser uma sauna no box do apartamento, em outros, uma sala seca com infravermelho ou uma piscina com sistema de hidrólise. “Em projetos de cobertura, por exemplo, em que há mais espaço, é possível integrar diferentes soluções. Em apartamentos menores, o desafio é adaptar esses recursos de maneira compacta e funcional”, pontua Arthur.  

O especialista ainda frisa que é fundamental que o projeto seja sempre pensado a partir da experiência de uso. E a relação não está nos equipamentos em si, mas na forma como eles são integrados à vida da pessoa. 

Vemos, então, que um projeto favorece hábitos mais saudáveis quando aproxima o bem-estar da rotina. “A arquitetura wellness funciona quando transforma o espaço em um facilitador de hábitos que o usuário realmente pretende manter”, conclui Arthur.  

Agora que você conheceu a arquitetura wellness, saiba como o design brasileiro se destaca na indústria moveleira