Para reforçar o conceito de acessibilidade e sus importância para o setor, a ForMóbile Digital conversou com Thamires Mendes, arquiteta e fundadora da ARQTAB, sobre design universal e os seus princípios. 

O conceito de design universal se propõe a criação de espaços, produtos e/ou experiências pensados para a utilização do maior número possível de pessoas. A propósito, o nome já diz, o design é para ser universal, capaz de alcançar o todo, sem a necessidade de adaptações ou desenhos especiais. 

A ideia é diversificar o uso e ter amplitude. O design universal existe para o benefício de todas as pessoas, independentemente de idade, gênero, habilidades físicas, sensoriais ou cognitivas. 

Segundo Thamires, mais do que apenas adaptações, aborda a inclusão desde o início. “Ou seja, promove autonomia, conforto e dignidade”, ressalta. 

Quais são os princípios do design universal? 

O design universal, também referido como desenho universal, surgiu na década de 1990, nos Estados Unidos, pela mente do arquiteto Ronald L. Mace

De acordo com a nossa colaboradora, as ideias são baseadas em fundamentos como o uso equitativo, seguro, simples e intuitivo dos espaços. Elas compreendem também a importância da flexibilidade, informações perceptíveis, baixo esforço físico, bem como dimensões e espaços adequados para o uso de todos. 

“Esses princípios orientam as principais decisões de projeto, de modo a tornar os ambientes mais acessíveis, seguros e funcionais. A propósito, funcionalidade é um dos pontos-chave.” 

Aplicação na arquitetura e no design de interiores 

“Nos nossos projetos, principalmente, o design universal se traduz em soluções que consideram uma circulação mais fluida, a ergonomia muito bem trabalhada, o conforto visual e os contrastes de cores adequados”, frisa Thamires. 

Ela completa dizendo que “uma boa iluminação e mobiliários acessíveis também entram na respectiva lista de soluções”. 

Para a especialista, o design universal não está ligado apenas à acessibilidade normativa. Engana-se quem acredita nisso. Na verdade, ele está presente também na criação de espaços acolhedores e que se adaptam a diferentes corpos. Mesmo porquê, todo projeto de arquitetura ou de design de interiores deve focar em pessoas, as mesmas que utilizarão os ambientes em questão. Ou seja, os olhos apenas enxergam, mas os corpos ocupam.  

Sendo assim, a beleza é importante, e a funcionalidade também. E o design universal prova tal métrica. 

O que não pode faltar num projeto de design universal? 

Conforme a arquiteta, primeiramente é preciso praticar a escuta e a empatia com o cliente. Um bom diálogo entre profissional e contratante é meio caminho andado, uma vez que a partir daí os detalhes e necessidades serão definidos. 

“Pensar os espaços com base no design universal exige a compreensão das diferentes maneiras de habitar e utilizar um espaço da melhor forma”, explica. 

Fora isso, é fundamental integrar este conceito naturalmente, de modo a garantir um alinhamento efetivo entre a funcionalidade (mais uma vez lembrada) e a estética. O equilíbrio definirá o sucesso do projeto. 

“O design universal revela projetos naturalmente inclusivos, com integração absoluta ao cotidiano do ser humano.” 

Sobre o design universal e a acessibilidade em projetos de arquitetura, assista ao conteúdo de ForMóbile #NoSofá!