O mercado colchoeiro brasileiro atravessou 2025 em um cenário marcado por desafios, ajustes e decisões estratégicas que impactaram diretamente o desempenho das empresas do setor.

Para compreender esse momento com mais profundidade, a ForMóbile Digital apresenta uma análise baseada nos resultados de pesquisa realizada pela ABICOL, Associação Brasileira da Indústria de Colchões, que avaliou a percepção dos fabricantes sobre o comportamento do mercado ao longo do ano, incluindo os resultados da Black Friday e o desempenho consolidado de 2025.

Para começar, o mapeamento lançou luz sobre os principais obstáculos enfrentados pelo setor colchoeiro no último ano tais como a concorrência desleal, a escassez de mão de obra qualificada e a pressão constante sobre as margens de rentabilidade, fatores que exigem atenção redobrada e ações coordenadas.

Além disso, o estudo mapeou as expectativas para o primeiro semestre de 2026, trazendo indicadores sobre faturamento, produção e vendas, que apontam para uma retomada gradual e planejada para o setor.

Confira mais detalhes do setor colchoeiro a seguir.

Principais desafios enfrentados pelo setor em 2025

Entre os pontos mais sensíveis citados pelos entrevistados, 71,43% apontaram a concorrência desleal, especialmente relacionada a colchões não conformes e sonegação fiscal. Em segundo lugar, a pesquisa indicou a dificuldade em formar e manter mão de obra qualificada, citada por 57,14% dos respondentes.

E outros 33,33% destacaram que, além de lidar com a concorrência desleal, ainda tiveram desafios com a concorrência intensa que incluíram a pressão de novos entrantes no mercado e a disputa agressiva por preços. 

Por fim, 19,05% dos entrevistados mencionaram custos operacionais elevados, flutuações na demanda e desafios de marketing e vendas como os maiores obstáculos de 2025. Esses dados reforçaram a leitura da ABICOL sobre a urgência de fortalecer a vigilância de mercado, garantir isonomia concorrencial e aprimorar o ambiente regulatório.

Black Friday 2025

quando o assunto foi Black Friday, os respondentes da pesquisaram apontaram que, em sua maioria, obtiveram resultados menores do que o esperado. E, segundo eles, isso foi motivado pela alta pressão sobre as margens em conjunto com um novo cenário de consumo mais seletivo e com um ambiente competitivo acirrado.

Dessa forma, 2025 foi percebido como um ano desafiador, marcado por instabilidade e necessidade de ajustes operacionais.

Expectativas da indústria de colchões para 2026 

Diferente de 2025, para os próximos meses o olhar dos empresários aponta para um movimento de recuperação, ainda que de forma lenta. Na comparação entre o primeiro semestre de 2026 e o mesmo período do ano anterior, 71,43% dos entrevistados esperam um crescimento de até 10% no faturamento, enquanto 23,81% projetam avanço entre 10% e 30%.

Apenas 4,76% indicaram a possibilidade de uma leve retração, de até 10%, e não há expectativa de quedas mais acentuadas. Esse resultado reforça um cenário de otimismo moderado, com decisões mais estratégicas e foco na sustentabilidade dos negócios.

Esse mesmo olhar também aparece nas projeções de produção e vendas para o primeiro semestre de 2026. Em relação à quantidade de colchões produzidos, 61,90% das empresas esperam um aumento de até 10%, enquanto 14,29% projetam um crescimento entre 10% e 30%.

Para 19,05%, a produção deve se manter no mesmo patamar de 2025, e apenas 4,76% trabalham com a possibilidade de retração. Os números mostram um bom alinhamento entre faturamento e produção, com planejamento mais conservador e atenção ao controle de estoques.

Já no volume de vendas, o cenário segue na mesma linha: 52,38% dos entrevistados acreditam em crescimento de até 10%, 28,57% esperam avanço entre 10% e 30% e 19,05% apostam em estabilidade.

Não houve expectativa de queda nas vendas, o que indica uma confiança moderada na capacidade de escoamento da produção, mesmo em um ambiente que segue bastante competitivo.

Por fim, a grande maioria dos entrevistados (85,71%) acredita que 2026 será um ano melhor do que 2025, enquanto 14,29% avaliam que o desempenho deve se manter no mesmo nível. Nenhuma das empresas consultadas enxerga um cenário pior para o ano atual.

Esse resultado mostra que, mesmo diante dos desafios ainda presentes, o setor colchoeiro segue confiante em uma trajetória de recuperação e evolução.

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