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Conheça os principais tipos de madeira para móveis

Tipos de madeira maciça
Escolher o melhor tipo de madeira para móveis impacta diretamente na qualidade da sua produção e na satisfação do cliente.

Trabalhar com madeira pode ser um desafio, principalmente para um profisisonal que ainda não conheça os tipos de madeira disponíveis no mercado. É preciso compreender que cada material tem suas características próprias, por exemplo. Além disso, as aplicações podem variar de acordo com essas características. Ou seja: esse é um conhecimento indispensável para marceneiros e fábricas de móveis. É fundamental que marceneiros, arquitetos e designers conheçam os tipos de madeira para móveis, especificando corretamente seus projetos. A parceria com bons fornecedores vai além da análise de custo-benefício, e deve garantir a certificação ambiental dos produtos, a qualidade das placas recebidas e os cuidados exigidos para armazenamento e manutenção.

Juliana Ramos, designer de produto da marcenaria Super Market Móveis, esclarece: “ao escolher o tipo de madeira adequada para um móvel é necessário considerar a forma, textura, cores, capacidades técnicas de produção, tipos de interação do móvel com o ambiente e usuários. Deve-se considerar parâmetros tangíveis e intangíveis, gerando a melhor experiência de uso para o cliente e valor agregado ao produto”.

Para ajudá-lo nessa missão, reunimos nesse texto alguns dos principais tipos de madeira usados na produção de móveis. Confira:

Como escolher madeira para móveis?

Os tipos de madeira para móveis são divididos em dois grupos principais: madeira maciça e madeira processada. Saiba mais sobre isso. 

Madeira Maciça

Madeira para móveis obtida a partir do corte das árvores, sendo o tipo que mais gera impacto ambiental. É um material nobre, pesado e de alta durabilidade. As características físicas variam de acordo com a espécie utilizada, como exemplo: carvalho, cedro, mogno, peroba, pinus e cumaru.

Principais tipos de madeira maciça para móveis:

Mogno

O mogino é um tipo de madeira nobre e sofisticada. Sua cor varia do castanho avermelhado vibrante ao rosado. Trata-se de um material de alta durabilidade e fácil de ser trabalhado. Além disso, é resistente à ação de fungos e cupins. O mogno, muito presente no sul do Pará, é bastante demandado pelo mercado.

Porém, por se tratar de uma das espécies atualmente ameaçadas de extinção, a sua extração é cercada de regras rígidas. Essas restrições fizeram com que boa parte dos materiais comercializados sob a marca “padrão mogno” fossem compostas por madeiras de outros tipos revestidas, ao fim, por uma generosa camada da espécie nobre.

Itaúba

Muito presente nos trópicos, sobretudo no norte do Brasil, a itaúba é altamente resistente ao ataque de microrganismos. Um ponto importante diz respeito à secagem dessa madeira, que deve ser natural. Isso porque uma secagem artificial pode representar um risco, já que ocasiona rachaduras ao longo do uso.

Cumaru

A madeira cumaru é encontrada no norte do país e é um tipo bastante recomendado para compor móveis, sobretudo em termos de resistência. No entanto, ela pode ser difícil de ser trabalhada, devido a sua rigidez. Talvez por isso, seu uso costuma ser restrito à fabricação de pisos.

Carvalho americano

Madeira dura e de moderada durabilidade. Apesar da sua rigidez, é considerada fácil de ser trabalhada, mas de difícil secagem. O carvalho americano não possui grande resistência a insetos e, se não houver um cuidado especial, a madeira pode apresentar, no médio prazo, fendas e deformações.

Para ampliar a durabilidade dos móveis produzidos com esse material, é preciso ter atenção ao movimentá-los. Também deve ser reservado do calor, mantido distante de fontes como panelas quentes.

Cedro

Essa madeira apresenta tonalidade marrom avermelhada e mostra-se bastante versátil. O cedro é fácil de serrar, lixar e parafusar, o que torna mais prático o processo de montagem do móvel a que se destina. Comum na América do Sul, é marcada por pouca permeabilidade e por apresentar secagem rápida. Sua resistência ao ataque de insetos e microrganismos é considerada média.

Com relação aos cuidados com o material, a aplicação de vernizes ou selantes transparentes é uma ótima estratégia para proteger o cedro da umidade e aumentar sua vida útil. Pode-se também fazer um tratamento na peça com óleo de cedro, no intuito de ressaltar sua luminosidade.

Pinus

A madeira de pinus faz parte do grupo de insumos de reflorestamento. Ela tem como característica marcante ser macia e de textura fina. Além disos, é resistente, durável e de alta qualidade.

Pinho

O pinho é um material resistente, mas não está livre de sofrer arranhões. Trata-se de uma madeira com um custo mais alto quando comparada com outras opções no mercado.

Leia também: Madeira Maciça - Guia do acabamento ideal

Madeira Processada ou Reconstituída

Madeira para móveis obtida da fabricação industrial de placas maciças de madeira, a partir da madeira em lâminas (compensado), partículas (Aglomerado, MDP e OSB) ou fibras (MDF, HDF e Chapa Dura), sendo aglutinadas por meio de pressão, temperatura e/ou resinas.

Principais tipos de madeira processada para móveis

Compensado

Variedade de tamanho, espessura, densidade e processos de fabricação, podendo ser sarrafeado (utilizado em tapumes e portas), laminado (áreas internas), naval (alta resistência mecânica, à água, às chamas, sendo ideal para áreas externas). É utilizado para produzir móveis das mais variadas formas.

Aglomerado

Geralmente, é utilizado na parte de trás dos móveis. Pouco maleável, baixa densidade, baixa resistência à umidade, sendo mais barato que as demais placas. “As partículas do aglomerado apresentam tamanhos uniformes, distribuídas por todo o painel. As mesmas partículas que estão no miolo do painel também são encontradas na superfície, tonando esta irregular e dificultando acabamentos com pintura, laminação”, completa Ramos. 

MDF (Medium Density Fiber Board)

Apresenta aspecto homogêneo, cores diversificadas e o acabamento pode ser fosco, brilhante ou amadeirado. Muito utilizado em processos de usinagem, por ser maleável, indicado para produção de peças arredondadas e efeitos de baixo-relevo. Pode ser utilizado em todo tipo de móvel.

HDF (High Density Fiber Board)

Painel de alta densidade, estabilidade dimensional, com superfície lisa e uniforme. Apresenta boa capacidade de corte e usinagem, sendo utilizado no fundo de móveis; fundo e lateral de gavetas; nichos e painéis tipo colmeia.

MDP (Medium Density Particleboard)

Semelhante à madeira maciça, é utilizado para produção de móveis em linhas retas e superfícies planas, que serão pintados ou revestidos. Indicado para produção de painéis decorativos, prateleiras, mesas, cadeiras, armários.

Chapa Dura

Alta resistência física e química, alta densidade, proporcionando bons acabamentos. Pode ser estampada, usinada, moldada, curvada, pintada e cisalhada. Utilizada para produção do fundo de armários e gavetas, móveis residenciais, de escritório e para a produção de paletes.

OSB (Oriented Strand Board)

Alta resistência mecânica, sendo largamente utilizado pela construção civil. Pode ser aplicado em luminárias, mesas, cadeiras, paletes, bancadas, sofás. Apresenta estética diferenciada, resistência à umidade e preço acessível. É uma excelente opção para quem deseja móveis planejados com baixo custo!

Ramos chama atenção para a importância da qualidade de acabamento do móvel: “o acabamento do móvel vai além do aspecto visual, impactando diretamente a durabilidade do mesmo. O acabamento é a primeira avaliação que o cliente faz do móvel finalizado, a partir da observação das seguintes características: boa estabilidade; boa fixação ente as peças (evitar excesso de frestas); quinas e bordas bem acabadas (filetes e bordas de pvc bem fixados); qualidade do encontro dos acabamentos com as superfícies da placa (acabamento de topo mal fixado aumenta a possibilidade de infiltração, por exemplo)”.

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