Seja na arquitetura ou no design de interiores e de móveis, a criatividade é fundamental. Os repertórios precisam de ideias inovadoras e versáteis para que o respectivo projeto seja considerado único, de modo a agregar valores ao ambiente em questão.
Conforme explica Catharine Malfatti, designer de interiores e consultora de imagem pessoal, quando pensamos no assunto, automaticamente visualizamos algo com uma estética diferenciada. Mas o tema vai além.
“Na verdade, trata-se de desenvolvermos melhores soluções de funcionalidade, sustentabilidade, inovação e identidade. Essa última é indispensável quando o assunto é repertório criativo”, completa.
Especificamente com relação ao design de interiores, a criatividade é concebida justamente quando há o uso inteligente dos espaços. Catharine exemplifica com revestimentos e acabamentos que apresentam o conceito do projeto.
Também, quando os mobiliários e os objetos de decoração revelam a identidade do morador (cliente) ou da marca, caso seja um projeto comercial. “Mais uma vez, chamo a atenção para o desenvolvimento da identidade”.
Abordagens, porque o assunto é criatividade!
A criatividade pode, sim, ser algo simples (até mesmo quando a ideia é sofisticada). No entanto, ser um profissional criativo requer um repertório vasto. Ou seja, o trabalho não pode se restringir ao conhecimento prévio da arquitetura ou do design de interiores.
De acordo com o que a especialista pontuou à ForMóbile Digital, a criatividade é despertada quando o responsável pelo projeto provoca a mente das pessoas, tirando-as do lugar comum.
Alguns exercícios, segundo ela, são imprescindíveis para desenvolver tal abordagem. Entre os principais, escutar músicas de uma banda desconhecida, visitar exposições de arte, comer pratos com sabores inéditos ao paladar, ler livros de temas diversificados (principalmente os que nunca interessaram) e até mesmo assistir filmes de gêneros que não estavam entre os favoritos.
Catharine frisa que “estimular o cérebro com atividades que não estão no cotidiano é uma maneira efetiva de criar repertórios criativos”.
Criatividade por criatividade
“A criatividade é a capacidade individual que cada pessoa tem de imaginar o mundo”, detalha a designer de interiores quando questionada sobre o seu conceito de criatividade na prática.
Para ela, a imaginação habilita o profissional da arquitetura ou do design a criar e a pensar em soluções diferentes para inúmeras questões em todas as áreas da vida e do trabalho. “Sendo individual, a criatividade consegue ser diversa e complementar. No coletivo, inclusive, ela é sempre potencializada”.
E o que não pode faltar num projeto criativo? A resposta de Catharine se resume na harmonia entre a estética, a funcionalidade e a identidade. Isso porque a sensação de estar em um ambiente esteticamente interessante e funcional é o resultado de um projeto criativo.
Repertório criativo no design de móveis
A criatividade também é essencial no design de móveis. Para Catharine, atualmente, a demanda criativa no desenho de móveis exige que eles sejam funcionais e se adaptem a variados espaços.
“No design dos planejados, por exemplo, esse apelo criativo é ainda maior, pois muitas vezes o profissional precisa racionalizar o desenho para ambientes muito pequenos”. Ou seja, pensar em móveis multifuncionais e práticos exige muita criatividade, além de técnica e muito conhecimento de diferentes materiais, soluções tecnológicas nas ferragens, componentes e acabamentos.
Diante deste cenário, podemos concluir que criar um repertório criativo para a arquitetura, o design de interiores ou para um projeto moveleiro é um exercício contínuo de curiosidade, observação e abertura ao novo.
Mais do que dominar técnicas ou tendências, o tema diz respeito a cultivar experiências, estimular a imaginação e desenvolver um olhar sensível para pessoas, espaços e histórias.
Em todos os casos aqui abordados e segundo os ensinamentos da especialista, um repertório criativo se traduz em projetos que fazem sentido, comunicam identidade e entregam soluções inteligentes.
Para resumir, a criatividade não nasce do acaso, mas do encontro entre o conhecimento, a vivência e a coragem de sair do lugar comum.
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