Entre as décadas de 1940 e 1960, a profissão de designer de interiores começou a ganhar força no Brasil. Esse período foi marcado pela influência dos países europeus e dos Estados Unidos.
Na época, a atividade não era reconhecida como profissão autônoma, sendo associada a arquitetura ou decoração.
Entre 1970 e 1980 surgiram as primeiras escolas especializadas em design de interiores, de modo a consolidar a metodologia da função que foi regulamentada como profissão em 2016.
O portal ForMóbile Digital reuniu informações, como desafios e oportunidades, da profissão de designer de interiores, além de marcos da atividade, sua modernização e os principais nomes do setor.
Acompanhe nos próximos tópicos.
Designer de interiores: a estruturação da profissão
A profissão de designer de interiores reúne marcos importantes para o seu reconhecimento. Um deles foi a criação da Associação Brasileira de Designer de Interiores (ABD), em 1980, cuja organização do setor ajuda a promover boas práticas e a valorizar o trabalho dos profissionais envolvidos.
Outro ponto importante é a modernização, que começou em 1990, com o avanço tecnológico e o surgimento de novos materiais. Em 2000, com a popularização dos softwares e a expansão das redes sociais, a profissão foi, de fato, transformada.
Segundo Karin Saraiva, designer de interiores e proprietária da KS Indesign, a tecnologia tem um papel fundamental no desenvolvimento dos projetos. “Hoje contamos com softwares de modelagem 3D, renderização e realidade virtual, que permitem apresentar ao cliente uma visualização muito próxima do resultado final. Além disso, ferramentas digitais facilitam o gerenciamento de projetos, a comunicação com fornecedores e o acompanhamento das obras”, expõe.
Tudo isso permite que o designer de interiores possa atuar em projetos residenciais, comerciais, corporativos, hotelaria, clínicas e restaurantes, por exemplo.
“Também existem oportunidades em consultoria de decoração, produção de ambientes, desenvolvimento de mobiliário, curadoria de materiais e acompanhamento de obras.”
Influências do design nacional
A saber, diversos nomes contribuíram para a projeção do design brasileiro em âmbito nacional e internacional. Entre eles, Sig Bergamin, Brunete Fraccaroli e Giselle Taranto, cujos trabalhos evidenciaram a diversidade estética, a criatividade e a sofisticação que caracterizam o design de interiores brasileiro.
A propósito, Karin explica que a profissão no país é muito influenciada pela diversidade cultural, arquitetura moderna e também pelo estilo de vida contemporâneo. “Profissionais brasileiros costumam valorizar a integração dos ambientes, o conforto e a funcionalidade, além de trabalhar bastante com materiais naturais, iluminação e soluções criativas para diferentes tipos de espaços”.
Outro fator importante para Karin é a influência internacional, que chega por meio de feiras, publicações especializadas e das redes sociais, de modo a ampliar as referências e as tendências aplicadas aos projetos por aqui.
Conquistas e popularização da profissão
Segundo a especialista, a profissão designer de interiores ganhou relevância no Brasil à medida que as pessoas passaram a valorizar mais a qualidade de vida dentro dos espaços onde vivem e trabalham.
“Com apartamentos menores, rotinas mais intensas e a casa assumindo múltiplas funções, surgiu a necessidade de projetos que otimizem o espaço e tragam conforto e identidade aos ambientes.”
Mais uma vez, a divulgação nas mídias digitais e em programas especializados ajudou a popularizar a profissão e a mostrar ao público a importância de um projeto bem planejado.
Diferenças entre design de interiores, decoração e arquitetura
Parece óbvio, mas muita gente confunde as funções do designer de interiores, da decoração e do arquiteto. Karin detalha que o primeiro é especializado em planejar e organizar espaços internos. Ele considera funcionalidade, estética, ergonomia, iluminação, materiais e circulação.
Por sua vez, o decorador tem uma atuação mais voltada à estética e à composição de elementos decorativos, como mobiliário, cores e objetos. Já o arquiteto possui uma formação mais ampla, que envolve o projeto arquitetônico completo, incluindo estrutura, construção e intervenções estruturais.
“Apesar das diferenças, essas profissões muitas vezes se complementam dentro de um projeto”, completa.
Formação, perfil e competências de um designer de interiores
Para quem deseja ingressar no universo do design de interiores, a formação mais comum é o curso superior em Design de Interiores ou Arquitetura e Urbanismo. Mas existem também cursos tecnológicos e especializações na área.
De acordo com a responsável pela KS Indesign, além da formação acadêmica, “é fundamental que o profissional esteja sempre atualizado, participe de feiras, cursos, workshops e acompanhe as tendências do setor”.
Com relação ao perfil profissional que o designer de interiores precisa ter, ela ressalta que o perfil criativo é indispensável, além da sensibilidade às necessidades das pessoas e atenção aos detalhes. “É um profissional que precisa ter visão técnica, organização e boa comunicação, já que trabalha diretamente com clientes, fornecedores e equipes de obra”, diz Karin.
Para ela, entre as principais competências de um designer de interiores estão a criatividade, o senso estético, a capacidade de planejamento, o conhecimento de materiais e acabamentos, as noções de ergonomia e iluminação, além de habilidades de gestão de projetos. “É fundamental ter facilidade para trabalhar em equipe e lidar com prazos e orçamentos”.
Conforme citado por Karin, para acompanhar as tendências e conhecer novas soluções, eventos especializados são fundamentais.
Um dos principais encontros da América Latina é a ForMóbile 2026, que reúne fabricantes, fornecedores, designers e profissionais para apresentar lançamentos, tecnologias e tendências que impactam diretamente o trabalho de arquitetos e designers de interiores.
A feira é também um espaço estratégico para atualização profissional e geração de negócios. Os interessados já podem garantir a participação. Faça o credenciamento antecipado para garantir acesso à programação, às novidades do mercado e às principais conexões do setor.
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