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Sustentabilidade: entenda como aplicar o conceito na produção de móveis

Conforme já dissemos por aqui, a preocupação com a sustentabilidade e com o impacto do que se compra e consome atualmente alcança uma proporção cada vez maior entre os clientes – sobretudo aqueles que correspondem às novas gerações. Além disso, a escassez de determinadas matérias-primas tem tornado a demanda por ações sustentáveis ainda mais forte.

De acordo com a pesquisa Environment Research, realizada pela Tetra Pak em 2017, 95% dos brasileiros entrevistados acreditam que as questões envolvendo o meio ambiente e a sustentabilidade devem ganhar ainda mais relevância nos próximos anos. Além disso, 56% das pessoas preferem adquirir produtos sustentáveis pensando na preservação do meio ambiente para as próximas gerações e 31% delas optam por itens “ecologicamente corretos” em função de seu estilo de vida.

Independentemente da motivação particular, o fato é que a preocupação com a sustentabilidade na produção de móveis deve envolver desde pequenas marcenarias até grandes empresas do ramo. Confira mais detalhes a seguir:

Mas, afinal, o que é um móvel sustentável?

Um móvel é considerado sustentável quando é produzido, evidentemente, com madeira renovável, ou seja, madeira de reflorestamento, e quando seu processo fabril respeita todos os aspectos ecológicos, ambientais e sociais envolvidos. Tratam-se de móveis feitos com todos os cuidados que a saúde das pessoas e o futuro do meio ambiente demandam.

E para que o móvel seja realmente sustentável e a empresa não pratique o chamado greenwashing (quando se declara sustentável ou ”amiga do meio ambiente” para conquistar clientes, mas na verdade, não é), é preciso tomar outros cuidados importantes, conforme explica Marcelo Franco, projetista do Studio Dline.

“A preocupação com o impacto que o produto fabricado terá deve estar presente desde a sua concepção. Isso quer dizer que o designer do produto precisa planejar e demonstrar preocupação com o impacto gerado antes, durante e após a vida útil do móvel. O recomendado é que todos os produtos passem por uma Análise de Ciclo de Vida antes de irem para o mercado” esclarece.

Já a designer de produto Nicole Moura, afirma que o mobiliário e os revestimentos utilizados em um projeto sustentável – que pode ser comercial, corporativo, institucional ou residencial – estão entre os itens avaliados pela certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) adotada em 143 países e que parte de um programa maior de verificação para que uma construção seja atestada como realmente sustentável.

“Além disso, para alcançar a sustentabilidade na produção de móveis, é necessário abranger tanto questões funcionais quanto estéticas, e, também, fatores socioambientais nas soluções propostas às empresas, visando, além de resolver problemas complexos que fazem parte das indústrias, a sustentabilidade financeira das organizações”, garante Nicole.

Também é importante utilizar a tecnologia para o aproveitamento da matéria-prima, como é feito, por exemplo, com o uso e a fabricação de MDP e MDF. Produzir móveis a partir da reutilização de objetos, como pallets, pneus, tonéis, etc., também pode ser um bom caminho.

Mas não é “só’ isso. Segundo Marcelo Franco, é preciso estar atento, inclusive, às prescrições governamentais. “Há no país a chamada Política Nacional de Resíduos Sólidos, que indica uma ordem de prioridade na Gestão dos Resíduos das empresas. Entre elas estão a redução de resíduos sólidos na produção, a reutilização, a reciclagem, o tratamento desses resíduos e a disposição final ambientalmente correta dos rejeitos produzidos”, esclarece.

Composições MDF: as mais conhecidas em termos de sustentabilidade

Os móveis em MDF são amplamente conhecidos como sustentáveis. Em termos práticos, eles representam uma forma de evitar o uso de materiais novos e, por consequência, aumentar o nível de desequilíbrio ambiental e climático.

De acordo com Nicole, “os móveis compostos por MDF podem durar por longos anos sem a necessidade de fazer trocas ou mesmo a manutenção de rotina. No entanto, existe, obviamente, a necessidade de se ter a certeza de que as placas utilizadas no processo fazem parte de fontes que se referem ao reflorestamento”, garante a profissional.

E você, já aplica os conceitos de sustentabilidade na produção de móveis? Deixe sua mensagem nos comentários e continue acompanhando o nosso canal de conteúdo.

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