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Novos hábitos de consumo de móveis

5 tendências comportamentais do consumidor brasileiro e como elas afetam o setor de móveis

"O frade dominicano e escritor brasileiro, Frei Betto, disse uma frase que tem ganhado cada vez mais notoriedade: 'Nossos pais e avós viveram épocas de mudanças. Nós vivemos uma mudança de época'. Essa colocação mostra o quanto o nosso tempo está marcado por grandes e profundas transformações. Segundo especialistas, estamos vivendo uma mudança de era. Mas, afinal, quais são as tendências que representam o nosso tempo?"

Os hábitos de consumo estão mudando no mundo todo. No Brasil, isso não é exceção. Por aqui, a popularização de tecnologias e a mudança no mindset das novas gerações com poder de compra influem nossa relação com os objetos. Com os móveis, há uma ressiginifcação que afeta todo o processo de decisão de compra. Isso gera desafios e oportunidades para todos os setores. Como isso afeta o setor de móveis?

Para Marília Cardoso, jornalista,coach e sócia-fundadora da PALAS, consultoria de inovação e gestão, as principais tendências podem ser resumidas em 5 tópicos principais. Confira a seguir!

5 tendências do novo consumidor brasileiro

Mundo tecnológico

"A internet e principalmente os aparelhos móveis permitiram a conectividade entre as pessoas 24 horas por dia, sete dias por semana, independentemente de suas distâncias geográficas. Essa conexão mudou completamente as interações humanas, potencializando as relações. Essa ampliação do acesso a tudo e a todos com apenas alguns cliques, mudou drasticamente os comportamentos sociais. Tanto é que, para muitos, se tornou tão obsessiva que já há um termo para defini-la: iDisorder, num trocadilho com o iPhone", comenta a jornalista. 

Sustentabilidade 

As pessoas se atentaram para a necessidade de preservar os recursos naturais para não comprometer as gerações futuras. E a sustentabilidade vai muito além da ideia de conservação, preocupando-se com a relação de interação entre a humanidade e o meio ambiente. Para termos uma vida mais equilibrada, precisamos ter consciência sobre o que consumimos e como geramos impacto. Felizmente, as pessoas estão mais sensíveis à essa questão e já aceitam até pagar mais caro por produtos sustentáveis. "Na indústria moveleira essa tendência pode ser sentida principalmente na busca por madeiras de origem comprovada", aponta. Móveis sustentáveis e novos jeitos de consumir também entram nesse tópico.

Bem-estar

A vida urbana e digital leva muitas pessoas ao desequilíbrio. Nesse sentido, um mercado que ganha força é o de relaxamento e bem-estar. Os níveis de estresse e ansiedade nunca foram tão altos e, na busca por mais qualidade de vida, muitas pessoas estão em busca de alternativas. Os segmentos de alimentação saudável, fitness e beleza natural estão entre os que mais crescem, mesmo em meio à crise. O aumento da expectativa de vida da população também é um dos fortalecedores dessa tendência. Queremos viver mais e melhor. "Nesse sentido, conforto é a palavra de ordem para os móveis", comenta. 

Economia da experiência

De acordo com vários especialistas em tendências, estamos migrando da cultura do ver, para a cultura do ouvir. "Isso quer dizer que, se antes nos importávamos com as marcas das roupas e dos carros que usávamos, hoje, estamos muito mais preocupados com o que sentimos, o que experimentamos, e principalmente, o que postamos nas mídias sociais", aponta Cardoso. Para conquistar o consumidor, as marcas precisam ir além. É hora de criar experiências. "Todo o processo de compra deve ser acompanhado por algo único, capaz de estimular os sentidos. A experiência na compra e na utilização de produtos e de serviços deve ser memorável e transformar o consumo em algo inesquecível. As lojas de móveis precisam criar ambientes 'instagramáveis', estimulando os clientes a fotografarem e postarem suas experiências de compra", completa.

Economia compartilhada

"Vivemos a era do acesso e não mais da posse", afirma Cardoso. Então, se eu não quiser mais ter bens, posso muito bem acessá-los por meio do compartilhamento. Por mais que muitas empresas e governos ainda lutem contra essa tendência, esse é um movimento sem volta. Ele se baseia no princípio do “reduza, re-use, recicle, repare e redistribua”. E pode se dar na forma de redistribuição, quando um item que não está sendo utilizado é direcionado para outro local. Ou ainda, na forma de compartilhamento de recursos, como tempo e habilidades. "No ramo moveleiro, essa tendência pode ser sentida na adaptação dos móveis. É o caso dos berços que se transformam em mini-camas e vão acompanhando o crescimento das crianças, por exemplo", explica. 

Um novo momento, uma nova indústria

O mundo está mudando muito e cada vez mais rápido. Embora essas tendências resumam as principais mudanças percebidas, outras surgem a todo momento. É preciso se manter ativo e atento às mudanças para compreender os hábitos de consumo. "As pessoas estão no centro dessas transformações. São elas que ditam as novas regras e condutas sociais. Tenha sempre ouvidos bem abertos para ouvir os seus clientes", finaliza. 

Qual tem sido seu principal desafio com os novos consumidores? Deixe nos comentários!

Veja também: 

Segurança nos processos produtivos   e logísticos na fábrica de móveis.png

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