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acessibilidade nos móveis

Dicas práticas para aplicar acessibilidade nos projetos da marcenaria

O conceito de acessibilidade para os móveis está cada vez mais em alta. Isso porque, mais do que apenas uma tendência, trata-se de uma necessidade e uma oportunidade tangível. Esse é um mercado amplo: 50 milhões de pessoas possuem alguma deficiência no Brasil. Além disso, outras 20 milhões de pessoas idosas, acima de 60 anos, também representam uma fatia desse mercado. Regulamentada por legislações rígidas, como a NBR 9050, os móveis acessíveis também contam com uma fiscalização bastante ativa.

“Cada vez mais, a marcenaria tem de se preocupar com quem apresenta algum tipo de deficiência ou dificuldade, atuando para facilitar o cotidiano dessas pessoas. Tarefas simples, como abrir uma gaveta não acessível, podem ser um desafio complexo para esse público. Mas essas tarefas podem ser facilitadas a partir de um projeto que leve a acessibilidade em conta”, pontua o arquiteto especialista em acessibilidade, Eduardo Ronchetti de Castro

Função e design andando juntos

Nesse contexto, projetar sistemas de abertura de portas na marcenaria que atendam as necessidades de todas as pessoas aliando acessibilidade e design é um dos grandes desafios quando se pensa em acessibilidade para móveis, conforme lembra Marcelo dos Anjos, projetista do Studio D’Linea

“É importante alinhar funcionalidade, conforto e estética sem esquecer o design do móvel. Afinal não adianta nada os móveis adaptáveis serem 'feios' - esse, assim como os demais públicos, é um segmento exigente e que merece qualidade”, afirma dos Anjos.

O projetista também ressalta outro ponto importante. Ao contrário do mito que ronda esse conceito, muitos detalhes dos projetos acessíveis são simples de serem aplicados. “Fazer uma cama que possui um apoio para o usuário se levantar não é difícil. São detalhes como esse que precisamos atentar, para evitar que as pessoas importem produtos e nosso mercado nacional perca oportunidades”, recomenda o projetista.

Exemplos práticos de acessibilidade

Eduardo Ronchetti também apresenta exemplos práticos que devem estar no dia a dia dos marceneiros. “Embaixo da pia, por exemplo, deve-se evitar o uso de armários com porta numa faixa de alcance abaixo de 80cm. Priorizar os gaveteiros também ajuda os idosos a fazerem um bom uso desses armários. Isso porque é complicado para eles abaixarem-se para pegar qualquer coisa na parte inferior dos armários”, destaca.

O especialista cita ainda, ainda, boas práticas que vão além da marcenaria voltada ao segmento residencial. “Estou trabalhando com um caso real que é a acessibilidade no comércio e que vai desde pequenas lojas brasileiras até grandes redes de magazine com foco em melhorar a acessibilidade. Já nos deparamos com uma cena em supermercado de uma pessoa idosa não alcançar um produto que está ou muito baixo ou muito alto na prateleira e a acessibilidade para os móveis está aí para resolver esse tipo de problema cotidiano”, salienta.

A faixa de alcance universal para evitar esse problema prevê que nenhum produto esteja mais baixo do que 40cm ou mais alto do que 1,40m. Ou seja, os produtos nas lojas, para privilegiar o acesso a todos, devem estar expostos dentro dessa margem.

A marcenaria e acessibilidade em 4 pontos

  1. Espaço: em casos de dificuldade de locomoção, os espaços para circulação nos cômodos da casa são importantes e devem ser preservados. Ou seja, espaços mais amplos com poucas barreiras são fundamentais para a acessibilidade do projeto.
  2. Mobiliário acessível: a mobilidade do usuário deve estar presente também nos móveis. A produção do mobiliário deve ser feita de modo que os cantos sejam arredondados para evitar colisões dolorosas. Ainda, os móveis devem ser encostados nas paredes para que o espaço para circulação citado no item acima seja respeitado.
  3. Decoração acessível: a decoração precisa deixar tudo acessível ao cadeirante, o que justifica a necessidade de algumas adaptações. A altura máxima de alcance é de 1,35m, por isso, os objetos não podem estar guardados em prateleiras altas. Além disso, a cama deve apresentar a mesma altura da cadeira de rodas. Já a escrivaninha necessita de algumas mudanças que permitam o encaixe perfeito, com um alcance manual acessível.
  4. Adaptações nas instalações: O tamanho do cômodo e o do corredor de acesso precisa levar em conta o giro da cadeira. Isso evitar a criação de mais dificuldades de locomoção do deficiente físico. O banheiro precisa estar mais próximo do quarto e as barras de apoio também são fundamentais. Tudo isso deve ser levado em consideração e previsto nos projetos de design de interiores e de móveis.

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