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Arquitetura e design pensados para pessoas com deficiência

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Áreas de circulação devem permitir autonomia de um cadeirante, além de outros detalhes de acessibilidade que fazem total diferença em um projeto

É de suma importância falarmos sobre arquitetura acessível. Temos abordado a pauta em diferentes vieses, desta vez, com foco na projeção de móveis e interiores para pessoas com deficiência (motora ou visual).

Afinal, o que é uma arquitetura acessível?

Continue a leitura e confira as dicas de Sandra Irala, Arquiteta e Designer de Interiores, especialista em acessibilidade.

Arquitetura e design acessíveis

Segundo Sandra, um projeto acessível é aquele que não precisa de adaptações para atender as pessoas com deficiência (PCDs).

Ou seja, ele é desenhado para que todos possam ter acesso aos espaços, móveis e objetos. Sem restrições, sem constrangimento.

Por exemplo, as áreas de circulação devem permitir a autonomia de um cadeirante. Pela regra, é preciso que contemplem corredores de 90 cm, no mínimo. Já as portas, deverão apresentar um vão livre de, pelo menos, 80 cm. Mas, conforme explica a especialista, é ideal que tenha 90 cm.

“Jamais se deve usar nenhuma maçaneta e nem puxadores esféricos ou cilíndricos. O profissional deve sempre projetar este item nos tipos alavanca, toque ou automático. Isso, para registros de torneiras, maçanetas de portas, puxadores de armários, etc.”

Neste ensejo, temos outras dicas valiosas sobre arquitetura e design pensados para pessoas com deficiência.

1. Acessórios

Tapetes e peças decorativas devem ser evitados (ou abolidos).

2. Mobiliário

Móveis devem ser estrategicamente posicionados. Jamais podem interferir na livre circulação das pessoas.

3. Quinas

Todas as quinas dos ambientes e mobiliário devem ser arredondadas.

4. Cores

É fundamental optar por cores contrastantes para chamar a atenção a detalhes no dia a dia, por exemplo, de quem possui deficiência visual.

5. Idosos

Inclusive para os idosos, o projeto deve priorizar interruptores, e outros acabamentos elétricos, coloridos.

6. Interruptores

Ainda sobre os interruptores, eles devem ser posicionados na mesma distância da porta e altura do piso.

7. Pisos

Nenhum desnível no piso, superior a 5 mm, é aceitável.

8. Banheiros

Os pisos dos boxes, por sua vez, deverão ter uma inclinação para o ralo de 1%, sem interferências entre ele e o restante do banheiro. Os espaços interiores de um banheiro deverão atender as normas de acessibilidade 9050, respeitando a Lei 10098/2000 e a Lei Brasileira de Inclusão n° 13.146/15.

9. Cozinhas

Nas cozinhas, as bancadas devem ter alturas reguláveis, os armários com rodízios e as prateleiras também com alturas reguláveis e sistema elétrico ou eletrônico.

Como ser um especialista em design e arquitetura acessível?

Segundo Sandra Irala, o arquiteto ou designer de interiores que esteja interessado em atender a demanda de PCDs, com foco em projetos especiais, efetivos e consistentes, deverá se especializar em acessibilidade.

Estudar é fundamental para compreender e suprir as necessidades das PCDs, assim como qualquer outra demanda para ambientes inclusivos e funcionais.

“O profissional deverá estar por dentro de tudo o que é novidade em termos de regulamentação.”

Para ela, é primordial que a arquitetura e o design de interiores atendam às necessidades especiais das PCDs, se atentando às principais técnicas para a projeção dos espaços e mobiliários.

“Tudo isso tem total importância num mundo cada vez mais inclusivo. A palavra exclusivo não deveria mais fazer parte do léxico de um bom profissional”, finaliza e alerta Sandra.

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