5 dados sobre a indústria de móveis para levar em conta em 2021

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Conheça os dados sobre a indústria de móveis e veja quais deles podem afetar as estratégias de crescimento da sua fábrica em 2021

O ano de 2020 foi caracterizado por mudanças estruturais para o comércio e a indústria moveleira, devido aos contextos sociais e econômicos gerados pela pandemia do novo coronavírus. Para seguir em frente, é necessário olhar para trás e analisar os dados sobre a indústria de móveis.

Cândida Cervieri, diretora executiva da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário, declara: “Creio que teremos um ano particularmente bom para a cadeia produtiva de madeira e móveis, com a normalização no fornecimento dos insumos e retomada da economia. As estimativas apontam um crescimento no varejo de 3,5% (em volume) e de 8,9% para a indústria.”

Acompanhe, a seguir, os principais dados sobre a indústria de móveis e aja de forma estratégica para aproveitar as melhores oportunidades do ano que se inicia. 

Dados sobre a indústria de móveis: identifique oportunidades de crescimento 

Conheça os principais dados sobre a indústria de móveis que indicam tendências de mercado para 2021:

1. Aumento das vendas online

Os dados sobre a indústria de móveis mostram que 2020 foi o ano de consolidação do comércio digital. A presença online não é mais uma opção, mas, sim, um quesito primordial para a viabilização e crescimento do negócio.

2. Queda da produção moveleira

Os dados sobre a indústria de móveis mostram que a jornada de trabalho foi reduzida, os trabalhadores do grupo de risco foram afastados e, com os decretos de lockdown, as produções foram suspensas. De acordo com Cervieri: “De janeiro a setembro de 2020, comparando com o mesmo período de 2019, tivemos uma queda de 8,4% na produção, enquanto no acumulado, de outubro de 2019 a outubro de 2020, houve queda de 5,8%. Para as exportações, a queda girou entorno de 4,0%.”

3. Aumento da contratação de funcionários

Os dados sobre a indústria de móveis mostram que o volume de emprego, em setembro de 2020, apresentou aumento de 5,6%, comparado ao mês anterior. Muitas famílias destinaram parte de suas reservas financeiras, que estavam inicialmente destinadas para viagens e lazer, para o consumo de móveis durante o segundo semestre de 2020.

4. Escassez de insumos

Os dados sobre a indústria de móveis demonstram que a falta de insumos tem limitado o faturamento das empresas, uma vez que essa escassez dificulta o atendimento da demanda interna e externa.

Cervieri comenta: “Com a explosão nas vendas de móveis, a partir de junho de 2020, não há produção suficiente que comporte essa demanda, mesmo a indústria tendo voltado a contratar, devido à flexibilização do isolamento, e a trabalhar na sua capacidade plena.”

A falta de insumos é uma questão estrutural e sistêmica, uma vez que as indústrias de todos os setores precisaram suspender seus processos produtivos, inclusive em escala global, dificultando as importações. A partir de agosto de 2020, a crise dos insumos foi acentuada, pois até esse período, a maioria das empresas moveleiras ainda contava com um estoque que atendia a demanda do mercado interno.

Cervieri aponta: “Hoje, a maioria das empresas moveleiras produz à medida que vai recebendo os insumos para a produção. A desorganização entre oferta de insumos e demanda de móveis provocou aumentos significativos nos preços das matérias-primas e dos produtos. Com abastecimento limitado, os estoques caíram muito e o mercado está buscando um equilíbrio.”

5. Confiança do setor moveleiro

Com uma estratégia de vacinação em massa estabelecida e aplicada, poderá ocorrer a retomada do crescimento da economia brasileira ao longo prazo. Os dados sobre a indústria de móveis mostram que, para voltar a crescer, o setor precisa de maior segurança para realizar investimentos que gerem retornos efetivos.

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), de novembro de 2020, mostrou que todos os setores industriais seguiam confiantes em um cenário mais promissor. O ICEI variou entre o mínimo de 54 pontos (setor de obras de infraestrutura) e o máximo de 68,2 pontos (setor de produtos de borracha), em uma escala de 0 a 100 pontos, sendo que 100 é o nível mais elevado de confiança. O índice do Setor de Móveis ficou em 57,3%.

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