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Economia - setor moveleiro

Empresas do setor moveleiro trabalham para manter salários e retomar o vigor

A indústria moveleira viveu uma década vigorosa entre 2005 e 2015. Durante esse período, o setor se tornou seguro, invadiu o lar dos brasileiros e viu seus números saltarem de maneira impressionante. Em 2005, para se ter uma ideia, o parque moveleiro possuía 14,3 mil indústrias, produzia 294 milhões de peças e vendia anualmente US$ 8,4 bilhões. Números que, em alguns casos, quase dobraram em 2015: 20,2 mil indústrias, 430 milhões peças/ano e US$ 15,5 bilhões em vendas. Já os empregos gerados subiram de 213 mil para 275 mil.

Convivendo com uma retração no mercado há dois anos, as empresas se viram obrigadas a adotar medidas extremas de redução de custos

Todo esse salto, no entanto, começou a ser refreado nos últimos dois anos. Abalado pela crise econômica, o brasileiro puxou o freio e segurou o gasto. O setor, assim, notou suas vendas e margens caírem a partir de 2015. E até mesmo os salários foram momentaneamente atingidos pelo efeito da retração.  Em junho de 2015, segundo dados da Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário), a média salarial teve uma desvalorização de 0,3%, atingindo o valor de R$ 1.003,97.

“No primeiro semestre deste ano, o resultado é de uma queda de 7,7%, decorrente fundamentalmente do momento em que passa a economia brasileira e o setor”, explica Cândida Cervieri, diretora executiva da Abimóvel.

Ainda assim, apesar do momento difícil, o setor tem trabalhado para reverter essa queda. E alguns bons exemplos já começaram a aparecer. O Sindmóveis (Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves) e o Sitracom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Bento Gonçalves) fecharam um acordo para, de maneira parcelada, repor o reajuste da inflação correspondente ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), de 11,31%.

Ficou acordado ainda que, a título de antecipação salarial, será aplicado 3,5% de reajuste no mês de janeiro de 2017, incidindo sobre todos os salários, inclusive os normativos. Presidente do Sindmóveis Bento Gonçalves, Henrique Tecchio explica que “não existe uma previsão de que os níveis de contratação e produção sejam retomados neste ano.” Ainda assim, segundo ele, o setor tem tentado “mitigar os efeitos da crise” e evitado ao máximo demissões. Aos poucos, com o esforço de toda a cadeia, o setor tem buscado retomar o vigor habitual.

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