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Uso de madeira na arquitetura 1

Madeira na arquitetura: como utilizar o material em seus projetos

A madeira, quando tem origem legal, é um dos materiais mais sustentáveis da construção civil. Além disso, o uso da madeira na arquitetura agrega valor, versatilidade, requinte, personalidade e qualidade sensorial aos projetos. Isso porque a madeira possui muitas vantagens em relação ao seu desempenho físico-mecânico. De acordo com a arquiteta da Spirale Arquitetura e Soluções Sustentáveis, Catharina Macedo, é um material com múltiplas vantagens.

“Ela tem uma baixa massa volúmica e resistência mecânica elevada. Ou seja, é um material leve e, com a sua utilização no projeto, podem-se vencer grandes vãos. Ainda, com pequenos volumes, é possível cobrir uma grande área. A madeira é também a substituta natural de estruturas metálicas”, esclarece a especialista.

Assim, as vantagens vão além muito além da técnica. São diversos os benefícios estéticos conquistados com o uso da madeira na arquitetura.

“Uma estrutura em madeira pode ter texturas e cores que variam de acordo com a tipologia da matéria-prima. Móveis de madeira dão ao ambiente uma sensação de maior aconchego e pertencimento, por se tratar de um material natural”, destaca Macedo.

O uso da madeira na arquitetura moderna

Uso de madeira na arquitetura 2

Atualmente, há opções práticas para o uso da madeira na arquitetura. As chapas de OSB, que apresentam resistência a intempéries e podem desempenhar a função estrutural nos projetos são bons exemplos disso.

Em razão da qualidade, da versatilidade, da sofisticação e diferenciação trazidos pelo material, contemporaneamente se vê a madeira compondo bastante estruturas de fachada das edificações. Em projetos que primem pelo conforto ambiental, por exemplo, essa matéria-prima também é bastante demandada.

Destaca-se também a crescente preocupação com a questão da sustentabilidade, por isso, a madeira certificada tem sido bastante requisitada para os projetos de arquitetura. Nesse sentido, outro modo de utilizar a madeira na arquitetura que está em alta é a aplicação de madeira de demolição nos projetos.

Além disso, vale ressaltar o apelo estético e de exclusividade que está agregado a esse tipo de material. Cada vez mais, a tendência da personalização, do desejo por um móvel, uma estrutura ou fachada única fazem da madeira um material de trabalho valoroso ao arquiteto. Por sua origem natural, nenhuma madeira será totalmente igual à outra. Por isso, é um material que ajuda na criação de projetos únicos para cada cliente.

Desafios do uso da madeira nos projetos

Um dos maiores desafios de utilizar a madeira tanto em um projeto de interiores quanto em estruturas, sejam elas pequenas ou maiores, é trabalhar com uma mão de obra especializada. Isso porque são muitos os tipos de madeira existentes no mercado, que exigem técnicas e conhecimentos específicos. Por isso, conhecer o seu uso e suas aplicabilidades é fundamental, já que cada madeira será mais apropriada para determinada situação e tipo de projeto.

Madeira na arquitetura: laminada colada

A madeira laminada colada (MLC) é um material concebido a partir da técnica da colagem aliada à laminação, no qual as tábuas constituem a madeira. Ela é mais utilizada no hemisfério norte, mas tem conquistado espaço também no Brasil.

Assim, seu uso varia de pequenas passarelas, escadas e abrigos até grandes estruturas concebidas sob as mais variadas formas estéticas. O material permite vencer grandes vãos, de até 10 m sem apoio intermediário. Ou seja: apresenta um desempenho superior aos da madeira maciça nesse aspecto.

“A indústria da madeira laminada colada dá apoio ao arquiteto, o qual pode fazer uma proposição conceitual e trabalhar em parceria com essa indústria, auxiliando nos cálculos, dimensionamento, detalhamento, etc.”, pontua a especialista da Spirale Arquitetura e Soluções Sustentáveis.


Confira nossa galeria no Pinterest com projetos que usam madeira na arquitetura!


MDF x madeira natural nos projetos

O MDF ganha muito mercado devido ao seu custo-benefício que costuma ser mais interessante do que o da madeira propriamente dita, em função da durabilidade e da manutenção, por exemplo.

Embora seu impacto ambiental ainda gere algumas dúvidas, o seu baixo custo e demais propriedades fazem com que seja o preferido tanto para alguns tipos de móveis quanto para forros.

Ou seja, devido a essas peculiaridades existentes na madeira natural e naquelas que contam com um pouco mais de tecnologia, é importante que o arquiteto tenha ao seu lado um marceneiro parceiro, que conheça as propriedades de cada tipo de madeira e que possa construir móveis que agreguem valor, tenham a funcionalidade esperada e que estejam em sintonia com a proposta do arquiteto para determinado projeto.

Como você trabalha com a madeira em seus projetos? Que tipo de demanda tem sido mais requisitada? Deixe sua mensagem nos comentários.

O que grandes designers brasileiros de móveis têm a ensinar?

3 pontos para considerar na fabricação de móveis para áreas externas

Aproveitar as áreas externas, seja em jardins, varandas ou decks, é cada vez mais valorizado. Com ambientes internos cada vez menores, o bom aproveitamento dos espaços externos é uma tendência forte. Diante disso, a fabricação de móveis para áreas externas também ganha força.

Cada etapa da produção de um móvel tem suas particularidades. No processo de produção do mobiliário para áreas externas, os cortes de materiais como tecidos, fibras, telas, cordas e metais não se diferenciam. Porém, no que diz respeito à madeira, o cerne é a parte nobre e de maior resistência. Por isso, deve ser priorizada para o uso externo. Além disso, a montagem e o acabamento são etapas que merecem atenção especial.

Confira 3 pontos para levar em conta na fabricação de móveis para áreas externas

Corte

No processo de corte, são utilizadas máquinas próprias para o desbaste do material e técnicas diferentes para cada matéria-prima. Por isso, elabore um plano de corte. É importante iniciar pelas peças maiores e, conforme os retalhos, ir cortando as peças menores.

Vale destacar que, no trabalho com a madeira, há um lead time mais alto em relação ao procedimento de corte feito com metal, por exemplo, em função dos procedimentos operacionais exigidos para ajuste do comprimento, da largura e da altura do material. “Porém, tanto no corte do metal quanto da madeira, o profissional tem de se orientar pelo projeto do produto, que garante cortes precisos, em seus diversos ângulos”, destaca Larissa Moura, responsável pelo marketing da Mac Design.

Montagem

Na montagem dos móveis para áreas externas, há um procedimento bastante importante para que ele possa suportar as mudanças climáticas, conforme explica Marcelo Yamasita, diretor comercial da Dona Flor Mobília. “Os produtos em madeira são prensados para que a secagem da água da chuva seja mais rápida. Além disso, sua montagem é feita de modo a evitar a possibilidade de empenamentos, por meio de técnicas de construção e do uso de colas especiais.”

A montagem de se divide em duas etapas: a intermediária e a final. A primeira consiste na fabricação de estruturas de metal, na qual utilizam-se máquinas de solda para unir as partes de alumínio previamente cortadas, e, também, estruturas de madeiras. É um trabalho desenvolvido por marceneiros, responsáveis por realizar toda a parte de usinagem da matéria-prima e montagem com o uso de cola e parafusos, dando total resistência e durabilidade ao produto em industrialização. Já a segunda é utilizada para unir todos os componentes, transformando-os no produto final.

Acabamento

Nesta fase, o produto adquire refinamento. Com o uso de abrasivos especiais em diversos grãos, as soldas das estruturas de alumínio se tornam imperceptíveis. Além disso, passam por um longo processo de limpeza e secagem. Só então recebem a pintura eletrostática, que é uma das formas mais resistentes e efetivas existentes.

Para o processo de pintura, seja na madeira ou no metal, os produtos são
totalmente lixados para que a tinta ou verniz tenham maior aderência. Não à toa, tanto um quanto o outro precisam ter proteção UV e resistência a intempéries. Esse procedimento, além de embelezar e proteger as peças, busca preservar a propriedade natural da madeira, realçando seus veios e nós característicos.

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Acabamentos em madeira para móveis

Tipos de madeira maciça

Conheça os principais tipos de madeira maciça para produção de móveis

Trabalhar com madeira maciça pode ser um desafio, principalmente para um profisisonal que ainda não conheça os tipos de madeira disponíveis no mercado. É preciso compreender que cada material tem suas características próprias, por exemplo. Além disso, as aplicações podem variar de acordo com essas características. Ou seja: esse é um conhecimento indispensável para marceneiros e fábricas de móveis.

Para ajudá-lo nessa missão, reunimos nesse texto alguns dos principais tipos de madeira maciça usados na produção de móveis. Confira a seguir!

Principais tipos de madeira maciça para móveis

Mogno

O mogino é um tipo de madeira nobre e sofisticada. Sua cor varia do castanho avermelhado vibrante ao rosado. Trata-se de um material de alta durabilidade e fácil de ser trabalhado. Além disso, é resistente à ação de fungos e cupins. O mogno, muito presente no sul do Pará, é bastante demandado pelo mercado.

Porém, por se tratar de uma das espécies atualmente ameaçadas de extinção, a sua extração é cercada de regras rígidas. Essas restrições fizeram com que boa parte dos materiais comercializados sob a marca “padrão mogno” fossem compostas por madeiras de outros tipos revestidas, ao fim, por uma generosa camada da espécie nobre.

Itaúba

Muito presente nos trópicos, sobretudo no norte do Brasil, a itaúba é altamente resistente ao ataque de microrganismos. Um ponto importante diz respeito à secagem dessa madeira, que deve ser natural. Isso porque uma secagem artificial pode representar um risco, já que ocasiona rachaduras ao longo do uso.

Cumaru

A madeira cumaru é encontrada no norte do país e é um tipo bastante recomendado para compor móveis, sobretudo em termos de resistência. No entanto, ela pode ser difícil de ser trabalhada, devido a sua rigidez. Talvez por isso, seu uso costuma ser restrito à fabricação de pisos.

Carvalho americano

Madeira dura e de moderada durabilidade. Apesar da sua rigidez, é considerada fácil de ser trabalhada, mas de difícil secagem. O carvalho americano não possui grande resistência a insetos e, se não houver um cuidado especial, a madeira pode apresentar, no médio prazo, fendas e deformações.

Para ampliar a durabilidade dos móveis produzidos com esse material, é preciso ter atenção ao movimentá-los. Também deve ser reservado do calor, mantido distante de fontes como panelas quentes.

Cedro

Essa madeira apresenta tonalidade marrom avermelhada e mostra-se bastante versátil. O cedro é fácil de serrar, lixar e parafusar, o que torna mais prático o processo de montagem do móvel a que se destina. Comum na América do Sul, é marcada por pouca permeabilidade e por apresentar secagem rápida. Sua resistência ao ataque de insetos e microrganismos é considerada média.

Com relação aos cuidados com o material, a aplicação de vernizes ou selantes transparentes é uma ótima estratégia para proteger o cedro da umidade e aumentar sua vida útil. Pode-se também fazer um tratamento na peça com óleo de cedro, no intuito de ressaltar sua luminosidade.

Pinus

A madeira de pinus faz parte do grupo de insumos de reflorestamento. Ela tem como característica marcante ser macia e de textura fina. Além disos, é resistente, durável e de alta qualidade.

Pinho

O pinho é um material resistente, mas não está livre de sofrer arranhões. Trata-se de uma madeira com um custo mais alto quando comparada com outras opções no mercado.

Saiba mais sobre os tipos de madeira maciça:

Madeira Maciça - GUia do acamabento ideal