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Redação ForMóbile

Redação ForMóbile

Uso de resina epóxi nos móveis

Porque apostar em resina epóxi nos projetos da marcenaria

A resina epóxi, também chamada de poliepóxido, é uma espécie de plástico que, ao entrar em contato com um agente catalisador, enrijece. Assim, se torna uma superfície sólida e forma um tipo de piso monopolístico de alto valor estético. A resina epóxi na marcenaria já é largamente utilizada por fornecer um revestimento durável, resistente e de fácil limpeza para pisos.

Porém, recentemente também ganhou espaço na decoração de interiores, possibilitando grande valor agregado para o design nos projetos em madeira. Confira a seguir mais sobre os benefícios e as características da resina epóxi na marcenaria.

Aplicações

A aplicação é básica e prática, conforme explica o sócio-diretor comercial da SC Fibras e Resinas, Jean Vieira.

“A técnica consiste em primeiro usar uma resina de acabamento para fazer a selagem da própria madeira. Depois aplica-se a segunda resina, que dá para usar em camadas mais altas, chamada para altas espessuras. Na sequência, utiliza-se novamente a resina de selagem e acabamento. O processo de acabamento leva em torno de seis a sete horas para a secagem e o de alta espessura leva até 24h para secar”, pontua.

Uso de resina epóxi nos móveis
Confira nossa galeria no Pinterest para encontrar inspirações de móveis com resina epóxi!

De banheiros e cozinhas até salas e quartos, a resina tem espaço. Contudo, sua aplicação não é indicada para ambintes externos. Isso porque as mudanças de temperatura e a incidência de raios ultravioletas podem acabar comprometendo sua qualidade e durabilidade.

Porém, além de elementos estruturais, ela também pode ser utilizada para o desenvolvimento de móveis personalizados, exclusivos e sofisticados. É possível agregar valor a aparadores, mesas de jantar, laterais e de centro, guarda- roupas, armários, cadeiras e poltronas.

Por exemplo, no projeto de uma mesa, a resina epóxi pode ser utilizada na peça inteira ou somente no tampo. Isso possibilita a fabricação de uma peça contemporânea luxuosa ou mais descontraída, conforme o projeto.

Características da resina epóxi na marcenaria

A resina epóxi tem aderência à madeira, por isso, oferece grande versatilidade aos projetos. Assim, a dupla é responsável pela criação de diversos efeitos diferentes nos ambientes e mobiliários. Pela facilidade na composição de peças, a resina epóxi na marcenaria também vem sendo bastante utilizada para restaurar mobiliários. O resultado é o surgimento de projetos de estética moderna e requintada.

Entre as possibilidades estéticas, Vieira destaca a aparência de vidro.“Tudo o que se pode fazer com a resina dificilmente se conseguirá fazer com o vidro. A grande sacada da resina epóxi é conseguir trabalhá-la com antecedência. E, como ela é liquida, é possível fazer isso de maneira muito fácil”, pontua.

Além disso, outras características tornam a resina um material de interesse para a marcenaria são:

  • Durabilidade e resistência: a resina tolera a ação de diversos tipos de agentes químicos, sendo esse um dos principais motivos do seu uso na indústria.
  • Acabamentos: a resina epóxi pode dar tanto um acabamento mais brilhante quanto mais fosco à peça.
  • Cores, estampas e desenhos variados: uma grande vantagem da resina epóxi é a extensa variedade de cores, estampas e desenhos que podem ser usados para decorar, por exemplo, o chão, tornando-a compatível com diferentes tipos e estilos de decoração. O efeito 3D, por exemplo, também pode ser obtido com o uso da resina epóxi. Ainda o chamado porcelanato líquido também é obtido a partir desse material.
  • Aplicação sobre outros revestimentos: uma das características mais interessantes do material é que não é preciso retirar o revestimento preexistente para aplicar a resina epóxi. Ela pode ser aplicada diretamente sobre qualquer tipo de piso, com exceção ao de madeira.

E então, você pensa em apostar em resina epóxi nos projetos da marcenaria? Já trabalhou com esse material para compor algum produto? Deixe sua mensagem nos comentários.

Designers respondem: o que está por trás de um movel

Uso de madeira na arquitetura 1

Madeira na arquitetura: como utilizar o material em seus projetos

A madeira, quando tem origem legal, é um dos materiais mais sustentáveis da construção civil. Além disso, o uso da madeira na arquitetura agrega valor, versatilidade, requinte, personalidade e qualidade sensorial aos projetos. Isso porque a madeira possui muitas vantagens em relação ao seu desempenho físico-mecânico. De acordo com a arquiteta da Spirale Arquitetura e Soluções Sustentáveis, Catharina Macedo, é um material com múltiplas vantagens.

“Ela tem uma baixa massa volúmica e resistência mecânica elevada. Ou seja, é um material leve e, com a sua utilização no projeto, podem-se vencer grandes vãos. Ainda, com pequenos volumes, é possível cobrir uma grande área. A madeira é também a substituta natural de estruturas metálicas”, esclarece a especialista.

Assim, as vantagens vão além muito além da técnica. São diversos os benefícios estéticos conquistados com o uso da madeira na arquitetura.

“Uma estrutura em madeira pode ter texturas e cores que variam de acordo com a tipologia da matéria-prima. Móveis de madeira dão ao ambiente uma sensação de maior aconchego e pertencimento, por se tratar de um material natural”, destaca Macedo.

O uso da madeira na arquitetura moderna

Uso de madeira na arquitetura 2

Atualmente, há opções práticas para o uso da madeira na arquitetura. As chapas de OSB, que apresentam resistência a intempéries e podem desempenhar a função estrutural nos projetos são bons exemplos disso.

Em razão da qualidade, da versatilidade, da sofisticação e diferenciação trazidos pelo material, contemporaneamente se vê a madeira compondo bastante estruturas de fachada das edificações. Em projetos que primem pelo conforto ambiental, por exemplo, essa matéria-prima também é bastante demandada.

Destaca-se também a crescente preocupação com a questão da sustentabilidade, por isso, a madeira certificada tem sido bastante requisitada para os projetos de arquitetura. Nesse sentido, outro modo de utilizar a madeira na arquitetura que está em alta é a aplicação de madeira de demolição nos projetos.

Além disso, vale ressaltar o apelo estético e de exclusividade que está agregado a esse tipo de material. Cada vez mais, a tendência da personalização, do desejo por um móvel, uma estrutura ou fachada única fazem da madeira um material de trabalho valoroso ao arquiteto. Por sua origem natural, nenhuma madeira será totalmente igual à outra. Por isso, é um material que ajuda na criação de projetos únicos para cada cliente.

Desafios do uso da madeira nos projetos

Um dos maiores desafios de utilizar a madeira tanto em um projeto de interiores quanto em estruturas, sejam elas pequenas ou maiores, é trabalhar com uma mão de obra especializada. Isso porque são muitos os tipos de madeira existentes no mercado, que exigem técnicas e conhecimentos específicos. Por isso, conhecer o seu uso e suas aplicabilidades é fundamental, já que cada madeira será mais apropriada para determinada situação e tipo de projeto.

Madeira na arquitetura: laminada colada

A madeira laminada colada (MLC) é um material concebido a partir da técnica da colagem aliada à laminação, no qual as tábuas constituem a madeira. Ela é mais utilizada no hemisfério norte, mas tem conquistado espaço também no Brasil.

Assim, seu uso varia de pequenas passarelas, escadas e abrigos até grandes estruturas concebidas sob as mais variadas formas estéticas. O material permite vencer grandes vãos, de até 10 m sem apoio intermediário. Ou seja: apresenta um desempenho superior aos da madeira maciça nesse aspecto.

“A indústria da madeira laminada colada dá apoio ao arquiteto, o qual pode fazer uma proposição conceitual e trabalhar em parceria com essa indústria, auxiliando nos cálculos, dimensionamento, detalhamento, etc.”, pontua a especialista da Spirale Arquitetura e Soluções Sustentáveis.


Confira nossa galeria no Pinterest com projetos que usam madeira na arquitetura!


MDF x madeira natural nos projetos

O MDF ganha muito mercado devido ao seu custo-benefício que costuma ser mais interessante do que o da madeira propriamente dita, em função da durabilidade e da manutenção, por exemplo.

Embora seu impacto ambiental ainda gere algumas dúvidas, o seu baixo custo e demais propriedades fazem com que seja o preferido tanto para alguns tipos de móveis quanto para forros.

Ou seja, devido a essas peculiaridades existentes na madeira natural e naquelas que contam com um pouco mais de tecnologia, é importante que o arquiteto tenha ao seu lado um marceneiro parceiro, que conheça as propriedades de cada tipo de madeira e que possa construir móveis que agreguem valor, tenham a funcionalidade esperada e que estejam em sintonia com a proposta do arquiteto para determinado projeto.

Como você trabalha com a madeira em seus projetos? Que tipo de demanda tem sido mais requisitada? Deixe sua mensagem nos comentários.

O que grandes designers brasileiros de móveis têm a ensinar?

Iluminação em móveis de cozinha

Dicas de iluminação para móveis de cozinha

Como iluminar os móveis de cozinha? A iluminação é parte fundamental do planejamento na hora de projetar os móveis. Por isso, seja um projeto completo ou uma única peça, entender como ela deve interagir com a luz pode valorizar ainda mais o seu trabalho.

No vídeo acima, confira algumas dicas para aproveitar melhor a iluminação nos seus projetos.

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Utilizando iluminação para valorizar os projetos de marcenaria

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3 pontos para considerar na fabricação de móveis para áreas externas

Aproveitar as áreas externas, seja em jardins, varandas ou decks, é cada vez mais valorizado. Com ambientes internos cada vez menores, o bom aproveitamento dos espaços externos é uma tendência forte. Diante disso, a fabricação de móveis para áreas externas também ganha força.

Cada etapa da produção de um móvel tem suas particularidades. No processo de produção do mobiliário para áreas externas, os cortes de materiais como tecidos, fibras, telas, cordas e metais não se diferenciam. Porém, no que diz respeito à madeira, o cerne é a parte nobre e de maior resistência. Por isso, deve ser priorizada para o uso externo. Além disso, a montagem e o acabamento são etapas que merecem atenção especial.

Confira 3 pontos para levar em conta na fabricação de móveis para áreas externas

Corte

No processo de corte, são utilizadas máquinas próprias para o desbaste do material e técnicas diferentes para cada matéria-prima. Por isso, elabore um plano de corte. É importante iniciar pelas peças maiores e, conforme os retalhos, ir cortando as peças menores.

Vale destacar que, no trabalho com a madeira, há um lead time mais alto em relação ao procedimento de corte feito com metal, por exemplo, em função dos procedimentos operacionais exigidos para ajuste do comprimento, da largura e da altura do material. “Porém, tanto no corte do metal quanto da madeira, o profissional tem de se orientar pelo projeto do produto, que garante cortes precisos, em seus diversos ângulos”, destaca Larissa Moura, responsável pelo marketing da Mac Design.

Montagem

Na montagem dos móveis para áreas externas, há um procedimento bastante importante para que ele possa suportar as mudanças climáticas, conforme explica Marcelo Yamasita, diretor comercial da Dona Flor Mobília. “Os produtos em madeira são prensados para que a secagem da água da chuva seja mais rápida. Além disso, sua montagem é feita de modo a evitar a possibilidade de empenamentos, por meio de técnicas de construção e do uso de colas especiais.”

A montagem de se divide em duas etapas: a intermediária e a final. A primeira consiste na fabricação de estruturas de metal, na qual utilizam-se máquinas de solda para unir as partes de alumínio previamente cortadas, e, também, estruturas de madeiras. É um trabalho desenvolvido por marceneiros, responsáveis por realizar toda a parte de usinagem da matéria-prima e montagem com o uso de cola e parafusos, dando total resistência e durabilidade ao produto em industrialização. Já a segunda é utilizada para unir todos os componentes, transformando-os no produto final.

Acabamento

Nesta fase, o produto adquire refinamento. Com o uso de abrasivos especiais em diversos grãos, as soldas das estruturas de alumínio se tornam imperceptíveis. Além disso, passam por um longo processo de limpeza e secagem. Só então recebem a pintura eletrostática, que é uma das formas mais resistentes e efetivas existentes.

Para o processo de pintura, seja na madeira ou no metal, os produtos são
totalmente lixados para que a tinta ou verniz tenham maior aderência. Não à toa, tanto um quanto o outro precisam ter proteção UV e resistência a intempéries. Esse procedimento, além de embelezar e proteger as peças, busca preservar a propriedade natural da madeira, realçando seus veios e nós característicos.

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Acabamentos em madeira para móveis